quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Te amo no Tempo

Se um dia pensei que te amava, errei gravemente. Nunca te amei antes! Te amo agora! Te amei sempre Hoje. Ontem fui leviano em achar que todo amor era Ontem. Hoje que te quero mais que nunca. E Amanhã, hoje vai parecer leviandade de sentimento. Sei que vou viver pra sempre contigo, porque não és ninguém mais que eu todo. E caso longe de ti um instante definitivo apenas, acabo.

Suportado

Anseio encontrar um tempo em que haja tempo. Estou a caminhar para o fim óbvio e por isso seguro. Indesejado, mas suportado a cada novo plano. O que me espanta é ter que me despedir. Talvez ir como por birra seja uma resposta. 'a morte é a soluçao de tudo!' clichê continuamente repetido. Mas talvez nada disso tenha soluçao, e a morte verdadeiramente nao tenha sentido. Posto, repito, que nao ha nada para resolver. O problema é, por definiçao, sutil. As soluções grosseiras. Porque foste tão longe? Porque és tão imbecil? Porque que tanta beleza reflete o tão pouco que há. Talvez beleza seja realmente pouco para tudo, dai explica-se porque que tudo é bonito. E em pouca coisa há algo. Tenho esperança de um dia encontrar algo em alguém. Algo que me responda sempre o que quiser ouvir, e nunca me apresse, apresente formas fáceis, caminhos rasteiros. Noite perfeitas de sono limpo.

Sono

Estou a espera de dormir um sono que nao vem. Seria falso dormir sem sono, ou verdadeiro sono de sono carece? Sujeito obliquo de sono dorme, de gozo goza, de tristeza chora, de tédio morre. Menos morte em mais vida, vida de mais para quem ja vivo morre. Vivo condenado a uma morte com um grande intervalo de tédio. Que acaba sempre numa pouco entediante morte.