sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Gripado ao mar

Por esses dias fui acometido de tristeza biológica, bem expressa pela gripe. Todos os sintomas de tristeza, justificados pela coriza.

Institui tratamento revolucionário, limpei a pele com sol, calor, risos, amigos e mar!

O mar, possuindo vantagem de tamanho, força, estado físico, experiência e persistência poderia afogar facilmente um gripado nadador, ou um nadador gripado, com queiram. Não afoguei-me por claro desprezo oceânico e um dom, o medo. Travestido de respeito com pitadas de prudência. Não afoguei-me por manter-me onde minhas forças poderiam me levar, e fundamental, trazer-me. Enfrentar o medo,o mar em sua força de existir em ondas, estas reais, concretamente impactantes é algo inquietante. Inquietude, se não desejável, fundamental. Fui para o mar lavar qualquer vírus desavisado, tristezas recentes, decepções recentes. As outras só seriam lavadas se levado eu fosse. E não estou disposto.

Sai do mar com uma certeza clara. Minhas certezas são a prova d’água e de sal.

Sinto-me esperançoso, portanto alegre.

Descobri uma forma infalível de massagear o ego. Enfrentar Golias, Davi tísico, empatar jactante.

Um comentário:

  1. Receita antiga! desde eu pequeno que minha mae diz que banhar de mar tira aquela aguinha que fica escorrendo do nariz. uma vez ele quis me levar. me trouxeram de volta. nunca mais tentei afogar algo meu em outro lugar que n fosse dentro de um copo.

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