sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pouco Antes de Dormir

Vou hoje escrever sobre amanhã.

Comprometo-me em abençoar meus dias com o melhor dos meus dias.

Serei cada vez mais o que serei. Serei o que sou. E sou amanhã.

“Sou”, o verbo mal conjugado, na óbvia incapacidade de expressar o tempo verbal que desconheço a existência. Saibam todos que suspeito de tudo. De mim principalmente. Quando a hora chegar, estarei aqui. Quando todas as horas chegarem, estarei aqui. Escolhi levar a vida à seco.

Enfrentarei nos próximos dias uma terra que muito me fez sofrer. A terra que me mudou. Onde eu conheci o meu maior medo, o de ser sozinho. Na cama que dormir, no travesseiro que esqueci, na manta que não coube na volta, acordei várias vezes com frio. Percebo, nesse exato momento, que tudo ficou.

Fui marcado por aqueles dias. Fui ferido de morte por aqueles dias!

Amanhã vou acordar, faço isso todo dia com uma despreparo incongruente com a frequência. O dia será outro. A fórmula esta dada: “Cantar sempre que for possível, não ligar pros malvados, perdoar os pecados. Saber que nem tudo é perdido, se manter respeitado, pra poder ser amado.”

Por um amor que já fui objeto e sujeito, pelo amanhã sincero, pela felicidade que virá, eu durmo... Porque vou acordar!

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