segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Num guardanapo de aniversário

Meus sentimentos convergem violentamente. Todas as 23 experiências passadas somam, multiplicam-se. Convergem no fundo, onde as esperanças guardo. Serei exatamente o que sou? Sou o quê? Sou amanhã? Sou quem?

Pelo amor de uma piedade plena, respondam. Sou quem?

Começarei amanhã um ano novo. Não acreditava nisto. Para mim os anos começavam com fogos, e ondas, e branco, e espumante,e alegria. Mas fui convencido por doces e gentis argumentos que o ano começa exclusivo. Começa quando o mundo roda com exclusividade pra mim. Quando no tecido do espaço, meu planeta, nesse dia meu, marca mesma posição e ai não há fogos nem branco. Há alegria de recomeçar. Há alegria. Doce argumento, exclusivo argumentador.

Amanhã estarei na 24° experiência de um todo completamente desconhecido. Suponho algo, mas pouco para o que significa viver. E viver é tudo.

Vou andando à custa de felicidade. Sou feliz. Nunca em minha vida fiquei órfão de amor. Este ano não há de ser diferente.

Escrevo esse emaranhado de besteiras em um guardanapo de um bar onde espero os que mais gosto. Gosto por escolha, gosto porque fui escolhido. Prometo, de novo, transmitir o máximo de felicidade, até todos entenderem só a vida tem razão, que e muito melhor ser alegre que ser triste.

Minha mente é forte, mas muito mais forte é meu coração

2 comentários:

  1. (...)Alegria é a melhor coisa que existe.
    Doce argumento!
    Mas tão doce é acreditar em tudo que é verdade.
    E é bem verdade todo esse recomeço e esse acreditar no 24º ano de vida. Felizes mesmo são esses que podem escolher e SERem os escolhidos.
    Pronto! É esse,é...É esse o texto ^^


    Paula Avelar

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